5 tendências de CNC para 2026 com IA, usinagem híbrida, automação e smart factory na prática
Senhoras e senhores, bem-vindos à POV da Indústria Inteligente.
A usinagem saiu de 2025 com um recado claro: não basta ter boas máquinas, bons operadores e bom CAD. Quem quer crescer em 2026 vai precisar transformar programação, setup, automação e análise de dados em um sistema único, mais conectado e muito mais inteligente.
Na indústria, isso se traduz em:
- Pressão para reduzir ciclo e sucata sem investir só em máquina nova
- Necessidade de programar mais peças, em menos tempo, com menos gente
- Demanda crescente por setups híbridos (aditivo + subtrativo, robô + CNC)
- Cobrança real por eficiência energética e sustentabilidade no chão de fábrica
Produzir vai exigir mais inteligência de programação. Decidir vai exigir mais dados na mão. Integrar vai ser tão importante quanto cortar.
A boa notícia? As indústrias que conectarem estratégia, processo e tecnologia de usinagem agora vão surfar a próxima onda de produtividade – em vez de só reagir a ela.
Na edição de hoje:
- 5 tendências de CNC que vão moldar 2026
- Como a IA está mudando o jogo da programação CAM
- Por que híbrido, automação e “green machining” deixaram de ser buzzword
Vamos ao ponto.
5 tendências de CNC para 2026
Quer tirar mais resultado do seu parque instalado em 2026? Essas cinco tendências saíram do papel em 2025 e já estão sendo aplicadas pelas operações mais avançadas do mundo.
- IA na programação: do rascunho ao acabamento Ferramentas como AutoCAM, CAM Assist e o Mastercam Copilot já conseguem gerar até 80% de um toolpath em minutos, ajustar parâmetros para cada máquina e reduzir sucata com simulações mais inteligentes. Resultado prático: menos tempo “travado” na tela, menos tentativa e erro, onboarding mais rápido de novos programadores e mais peças certas na primeira passada.
- Híbrido: CNC encontra o aditivo Combinar deposição metálica e usinagem de acabamento no mesmo fluxo deixou de ser experimento de laboratório. Com add-ons como o APlus para máquinas híbridas (ex.: Mazak VC500A), é possível programar deposição e fresamento em um único ambiente CAM, reduzir setups e cortar desperdício de material de forma agressiva.
- Sustentabilidade virou requisito de processo “green machining” hoje é produtividade com outro nome. Ao otimizar trajetórias, passes de desbaste, avanço e engajamento de ferramenta, o CAM ajuda a reduzir tempo de máquina ligada, consumo de energia e troca de ferramentas – ou seja, custo direto e impacto ambiental ao mesmo tempo.
- Automação avançada, da rebarba ao lights-out Add-ons como o Deburr 3-Axis levam a automação para detalhes que antes eram 100% manuais, como o acabamento de arestas em rotas 3 eixos convencionais, sem depender de um setup multieixos complexo. Na prática, isso libera mão de obra, reduz retrabalho estético/funcional e abre espaço real para turnos lights-out com qualidade repetível.
- Digital twins e smart factory saindo da teoria. Recursos como simulação detalhada de passes de acabamento, análise de desvio entre peça e CAD, e salvamento de configurações completas de máquina aproximam a programação da realidade do chão de fábrica. Combinados à IA (como o Copilot), esses recursos ajudam a validar setup antes de cortar, antecipar problemas e alimentar estratégias de manutenção preditiva e melhoria contínua.
Indústrias que vão crescer
As operações que vão crescer acima da média em 2026 não serão, necessariamente, as que tiverem o maior parque de máquinas – mas as que conectarem melhor seus recursos.
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Três movimentos se destacam:
- Programação mais inteligente: uso consistente de IA para setup, cálculo de parâmetros e geração de rotas padrão.
- Fluxos híbridos e automatizados: integrar aditivo, CNC e robôs em um único processo, com menos trocas de ambiente.
- Dados no centro das decisões: simulação, análise de desvio e reutilização de configurações de máquina viram rotina, não exceção.
Gênios operacionais do CNC
Ninguém viraliza falando de passe de acabamento bem simulado, biblioteca padronizada de ferramentas ou checklists de setup. Mas é exatamente isso que separa operações medianas de operações extraordinárias.
O que os “gênios operacionais” da usinagem estão fazendo:
- Tratando IA de programação como mentor operacional, não como atalho milagroso.
- Padronizando rotas, parâmetros e templates por família de peça, em vez de começar do zero a cada job.
- Usando simulação avançada e análise de desvio como parte do fluxo padrão, não só quando “dá tempo”.
- Conectando CAD, CAM e chão de fábrica em um ciclo único de feedback e melhoria.
Excelência em usinagem não nasce da pressa. Nasce da combinação entre disciplina de processo e tecnologia bem aplicada.
O que sua indústria pode fazer agora
Para não ficar atrás da curva em 2026:
- Mapear onde a IA pode acelerar sua programação hoje (peças repetitivas, famílias padrão, orçamentos).
- Identificar oportunidades reais de híbrido, automação de acabamento e redução de setups.
- Colocar simulação, análise de desvio e reaproveitamento de configurações como padrão de processo, não como extra.
A POV da Indústria Inteligente é enviada para quem acredita que eficiência não é correr mais — é fluir melhor. Confira no LinkedIn da empresa.
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