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BNDES aprova R$ 84,86 milhões para HT Micron desenvolver semicondutores no Brasil

Financiamento apoiará pesquisa, modernização fabril e produção de dispositivos de memória LPDDR5X e uMCP em São Leopoldo (RS)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 84,86 milhões em financiamento para a HT Micron Semicondutores investir em pesquisa, modernização de seu parque fabril em São Leopoldo (RS) e desenvolvimento de novos dispositivos semicondutores. Os recursos são provenientes do Programa BNDES Mais Inovação.

O projeto prevê a incorporação à linha produtiva da capacidade de montagem, encapsulamento e teste de dispositivos de memória com tecnologia LPDDR5X, utilizada em aplicações que demandam maior desempenho e menor consumo de energia, como inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina e processamento de grandes volumes de dados.

Fundada em 2009 a partir de uma cooperação tecnológica entre Brasil e Coreia do Sul, a HT Micron integra o grupo sul-coreano Hana Micron, especializado em montagem, encapsulamento e teste de chips e na fabricação de módulos e soluções de memória para eletrônicos, dispositivos móveis, servidores e Internet das Coisas.

Produção nacional

A tecnologia LPDDR5X é utilizada em smartphones, tablets, notebooks, sistemas automotivos, computação de alto desempenho e cargas de trabalho de IA. A empresa também deverá avançar na produção de dispositivos uMCP, que combinam memória volátil e armazenamento não volátil em um único encapsulamento.

Atualmente, a HT Micron atua no Brasil no encapsulamento e teste de circuitos integrados destinados à indústria de tecnologia da informação e comunicação. Com o investimento, a companhia pretende executar no país processos avançados de montagem de dispositivos LPDDR5X e uMCP, em uma categoria de produtos majoritariamente importada.


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Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a ampliação da cadeia nacional de semicondutores pode contribuir para reduzir a dependência tecnológica e os custos logísticos, além de desenvolver mão de obra especializada no país.

“A produção nacional reduz a dependência tecnológica e os custos logísticos, melhora a competitividade do mercado interno e desenvolve mão de obra local em atividades altamente qualificadas”, afirmou Mercadante.

Para Willyan Hasenkamp, diretor de Relações Institucionais da HT Micron, o financiamento também apoia a formação de equipes de engenharia, laboratórios de caracterização e da cadeia de fornecedores relacionada à operação de São Leopoldo.

“As gerações de memória se sucedem rápido, e a cada uma delas a qualificação recomeça. É essa capacidade que fica no país”, afirmou.